02 outubro 2011

Diário de Bordo - Bolonha, dia 1 & 2 (Parte I)

Bem, resolvi que uma coisa gira era falar das viagens que fiz, em vez de descarregar aqui imagens só e apenas. Óbvio que com o tempo que tenho, não vai ser fácil, mas sempre ficam com umas dicas úteis para um futura viagem :)

Quanto ao diário em si:

Chegámos a Bolonha pelas 20h locais e para irmos para o cento de Bolonha, fomos no aerobus disponível logo à saída do aeroporto, pela quantia fofa de 6€ por cada bilhete (em época alta, nos restantes meses é 3€), sendo que há autocarros de 25 em 25 minutos. Fomos directos à estação, pois era próxima do nosso hotel.

O Hotel Il Guercino custou-nos cerca de 25€, cada um, por noite e sem pequeno-almoço. Gostei muito dele, tinha uma decoração muito pitoresca e os quartos eram bons, não eram muito grandes, mas era bastante confortável.

Quem anda pelas ruas principais de Bolonha, cedo percebe que estão cheias de pessoas e de pizzarias take-away, sendo que estas são mais baratas que o próprio McDonald's em Itália (onde o McChiken é mais caro que o Big Mac...). Por Bolonha não ficámos a conhecer muitos restaurantes, pois lá, além de ser tudo mais caro (não me refiro às massas e piazzas, mas à carne e peixe), é possível ler nas placas, geralmente, "Serviço não incluído", que é como quem diz... mais 1 a 2.5€ por pessoa pelo serviço dos senhores. Resumindo e concluindo: para os jovens, o take-away está óptimo. Mesmo os cafés, se vocês se sentam e vêm atender-vos... se o café era 1€ passa a ser 2€. Moral da história: é preferível irem ao balcão buscar. Há excepções onde o café já é 2€ e, aí, já está incluído o serviço.

As noites de verão são quentes, muito quentes, acho que foi lá que tive as verdadeiras noites de verão (este ano e excluíndo Menorca, já que em Portugal...). É engraçado ver como a mentalidade italiana é tão diferente da portuguesa. Eles lá saem mais à noite durante a semana, as esplanadas nas praças estão sempre cheias. Ao longo da Via dell'Indipendenza, as pessoas fervilham de um lado para o outro, na qual nos perdemos só de olhar para a imponência do que nos rodeia, naqueles passeios gigantes e tão tipicamente italianos. A piazza maggiore é linda de noite e é bonito ver os edifícios principais todos iluminados e a fonte do Neptuno, um dos símbolos de Bolonha. Aqui pode-se vislumbrar, também, o San Petronio, uma das muitas catedrais gigantes de Itália.

É em Bolonha que está o Archiginnasio, onde em tempos "nasceu" a mais antiga Universidade da Europa. É simplesmente encantador, este edifício que agora funciona como biblioteca. Virando para a Via Farini, meninas da moda... perdiam a cabeça: desde Prada a Gucci, passando por D&G... tudo caríssimo e muito bonito que de se ver. Depois, deste momento mais "fashion", pode-se descer até à piazza cavour e ao San Domenico (uma basílica por onde deve-se passar).

Para além destes pontos turísticos, vale a pena ir ver as torres que nobres, do século XI, resolveram construir, visto que são das poucas que sobraram da época (uma delas estava já a inclinar, estes italianos...). Por fim, ainda têm a Abbazia di Santo Stefano e os museus (nós ainda fomos ao museu da Anatomia Humana Normal, que para minha surpresa estava na faculdade de Bioquímica, Farmácia e Medicina... se sabia tinha deixado CV... mas aquilo como estava inserido na faculdade, era muito estranho e demos meia volta, serviu para ver onde tiraria o curso se fosse de Bolonha... ou não :p).

Também aconselho a verem o parque próximo da estação. Tem uma escadaria linda e imponente. Além disto, aconselho a Nutelleria, vale a pena espreitar, fica perto de uns hotéis e junto de um restaurante na Via Dell'Indipendenza, do lado esquerdo de quem vem da estação.

Bolonha não é a cidade mais turística e como tal visita-se rápido, assim sendo, acabamos por ir a Modena (terra da Ferrari). É uma cidade mais pequena, mas tem umas coisas bonitas para ver também e sendo Bolonha a estação central, tem bastantes comboios para Modena. Por falar na estação 3 coisas:
- Esta estação é gigantesca;
- Sempre que se compra bilhetes regionais, ou seja, sem lugar marcado, tem de se validar numas máquinas que tem lá (carimba o bilhete)
- Em Bolonha aparece a linha e, por vezes, a seguir ao nº tem Ovest (Oeste), que é uma linha do lado esquerdo de quem entra na estação, parece confuso, mas uma pessoa até habitua-se :)

Para a próxima, mostro as fotografias que vou seleccionar ;) Um bom resto de Domingo!

4 comentários:

Sofia disse...

Muito Obrigada (:

Palco do tempo disse...

belo diario abordo :)

Mes Amours ♥ disse...

Como adoro ouvir falar de viagens! :)
Tens de mostrar fotografias.

L' Amoureuse disse...

Olá Criss, sobre os Vernizes da ELF, eu compro os artigos sempre no site deles: http://www.eyeslipsface.co.uk/
Se puderes espreita, porque eles têm preços muito bons e a qualidade é fantástica. Bjs